Onde está o Banco do Futuro?
- Esta opinião integra a 17.ª edição do ECO magazine. Pode comprar aqui.
Quando comecei a trabalhar na banca, a realidade de hoje pareceria ficção científica: um banco sempre disponível, capaz de antecipar necessidades e de resolver problemas antes de o serem. Um banco onde a tecnologia fosse invisível e estivesse verdadeiramente ao serviço das pessoas. Hoje, estas ideias já não são sequer originais, são no mínimo o que é expectável num banco moderno. Tudo isto numa altura em que novas ideias começam já a ganhar forma, e muitas das quais ainda estamos a tentar compreender e como as devemos concretizar.
Um exemplo muito simples e concreto. Há cerca de 30 anos, estudei na faculdade machine learning para reconhecimento de padrões ou para o tratamento automático de documentos. Este era um tema fascinante, mas ainda eminentemente académico — não tinha precisão, nem escala, nem velocidade para ser aplicado no mundo empresarial. Hoje, essa mesma tecnologia é utilizada em larga escala nas empresas e, naturalmente, também no Santander. Aquilo que então parecia um exercício teórico transformou-se num motor real de produtividade e num instrumento fundamental para servir melhor os clientes.
É por isso que, quando me perguntam onde está o Banco do Futuro, a resposta não cabe numa visão determinística. Cabe numa ideia simples: o Banco do Futuro está onde a vida das pessoas estiver. Acompanhará o quotidiano, os hábitos, as expectativas, as necessidades, os planos e os sonhos dos clientes, fazendo o caminho lado a lado.
A inteligência artificial é incontornável neste percurso. Primeiro, porque já está muito presente na vida dos nossos clientes, e eles esperam encontrá-la também no seu banco. Depois, porque permite responder ao desafio de maior rapidez e........
