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Corda “esquecida” no rope jump e comentários obscenos: mesmo morta, uma mulher não tem paz

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15.06.2026

Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, 21, foi ao rope jump na Ponte do Esqueleto, em Limeira (SP).

A vítima foi lançada ao vazio sem a corda de segurança presa ao corpo.

Seis pessoas foram detidas e três homens foram indiciados por homicídio com dolo eventual.

O caso gerou repercussão por comentários obscenos e alegações de necrofilia nas redes.

Maria Eduarda Rodrigues de Freitas tinha 21 anos. Foi até uma ponte em Limeira, no interior de São Paulo, para praticar rope jump, uma atividade vendida como esporte radical. Saiu dali morta. Segundo a investigação divulgada pela imprensa, ela teria sido jogada da chamada Ponte do Esqueleto sem que a corda de segurança estivesse presa ao seu corpo. Seis pessoas foram presas e três homens foram indiciados por homicídio com dolo eventual.

A palavra “esqueceram” não dá conta do horror.

Como três pessoas colocam uma mulher na beira de uma ponte, organizam um salto, conduzem seu corpo até o vazio e “esquecem” o principal? Como alguém monta uma estrutura de risco sem conferir a única coisa que separa uma experiência radical de uma morte anunciada? Como ninguém viu, como ninguém gritou, como ninguém interrompeu?

Quando uma atividade depende integralmente de segurança, a ausência da segurança não é detalhe técnico. É o centro do fato. A corda não era acessório. Era a diferença entre voltar para casa e morrer diante de câmeras.

Mas há uma camada ainda mais insuportável nessa história: Maria Eduarda morreu e, mesmo morta, continuou sendo violentada.

Nas redes sociais, homens passaram a fazer comentários sobre o corpo dela. Comentários sobre necrofilia, sobre IML, sobre “peças”. Comentários que não merecem reprodução integral, porque a repetição também pode ser uma forma de violência. Basta dizer o essencial: depois de uma jovem morrer em circunstâncias brutais, houve quem olhasse para sua imagem e não enxergasse uma pessoa, uma filha, uma amiga, uma trabalhadora, uma mulher com história, futuro e nome. Enxergou um corpo à........

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