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Quando Trump encontrou a China

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17.05.2026

Donald Trump encontrou Xi Jinping em Pequim, em 13 de maio.

A visita contou com recepção oficial, cerimônias, crianças e apresentações culturais.

O encontro simboliza a transição da ordem mundial, com a China assumindo papel central na economia global.

Analistas afirmam que a reunião marca uma nova fase nas relações entre Estados Unidos e China.

A imagem talvez entre para a história como um dos retratos mais simbólicos desta fase de transição da ordem mundial. De um lado, Donald Trump: figura controversa, imprevisível e profundamente associada às turbulências políticas do Ocidente contemporâneo. Do outro, Xi Jinping e a China: civilização milenar que retorna ao centro da economia mundial combinando planejamento estatal, estabilidade institucional, capacidade industrial e ambição tecnológica.

O encontro entre Trump e Xi Jinping em 13 de maio não foi apenas uma reunião diplomática. Foi um daqueles momentos em que a geopolítica parece ganhar densidade histórica e simbólica ao mesmo tempo.

A recepção organizada por Pequim chamou atenção justamente pelo contraste. Trump, conhecido durante anos pela retórica dura contra a China, foi recebido em meio a cerimônias cuidadosamente organizadas, crianças sorridentes, bandeiras, apresentações culturais e demonstrações públicas de cordialidade. O próprio presidente americano fez questão de mencionar em sua fala a felicidade das crianças e a calorosa acolhida recebida.

A cena carregava certa ironia histórica. Durante décadas, parte do imaginário ocidental construiu caricaturas simplificadoras sobre o comunismo chinês. Mas ali estava Trump constatando, diante das câmeras, algo muito mais humano e concreto: pessoas vivendo normalmente, crianças celebrando, uma sociedade organizada e uma potência que já não pode mais ser reduzida aos velhos slogans ideológicos da Guerra Fria.

Talvez por isso o encontro tenha produzido tamanho impacto visual e político. Em muitos momentos, parecia menos uma visita convencional e mais o reconhecimento silencioso de que o mundo mudou.

A China já não ocupa posição periférica no sistema internacional

O encontro deixou evidente que a relação entre Estados Unidos e China entrou em uma nova etapa histórica. A disputa permanece profunda — comercial, tecnológica, militar e geopolítica —, mas Washington já não consegue tratar Pequim apenas como adversário a ser contido.

A realidade........

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