menu_open Columnists
We use cookies to provide some features and experiences in QOSHE

More information  .  Close

​Córdova: metáfora de uma utopia

41 0
11.03.2026

(Re)incendiado em outubro de 2023, o Médio Oriente, uma eterna e sangrenta encruzilhada de civilizações, povos, religiões e países inimigos, é agora palco de um conflito regionalizado e potencialmente globalizado por causa do presente e do futuro do xiismo iraniano perante os Estados Unidos da América, Israel e outros.

A guerra lançada por Trump e Netanyahu há doze dias tem uma tripla dimensão militar, geoestratégica e ideológica, assumindo, neste último ângulo, um carácter de luta religiosa do cristianismo “ultra” e do judaísmo ortodoxo contra o islamismo fundamentalista. Se John Lennon ainda fosse vivo, pediria que imaginássemos um mundo sem Céu ou Inferno, sem Países nem Religião. É um simplismo impossível, porque o mundo terreno não é feito de anjos; mas não é uma utopia inútil, se se quiser procurar o que pode aproximar, e não dividir, os filhos de diferentes Deuses. Afinal, um cristão na Igreja, um muçulmano na Mesquita e um Judeu na Sinagoga ali irão, em espaços diferentes, para fazer teologicamente o mesmo: orar, agradecer, pedir,........

© Renascença