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Clube dos Poetas Mortos

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02.10.2026

Há obras que não terminam quando acabam. Continuam connosco, em silêncio, a trabalhar por dentro. Foi isso que me aconteceu ao sair do Teatro da Trindade, em Lisboa, depois de ver a peça "Clube dos Poetas Mortos".

Saí de lá profundamente tocado, como já tinha acontecido quando vi o filme, há muitos anos. A figura do professor John Keating voltou com força, com a sua forma simples, mas profundamente humana, de olhar para a vida. Uma forma que nos empurra, quase em silêncio, a viver com mais verdade, mais consciência e mais intensidade.

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O professor não ensinava apenas literatura. Mais do que isso, ensinava os seus alunos a pensar pela sua própria cabeça, a questionar aquilo que lhes era imposto como verdade e a procurar a sua própria voz. Nunca lhes dizia o que deviam pensar. Mostrava-lhes, isso sim, que pensar por si próprios é um ato de liberdade. E é precisamente isso que mais nos marca.

No regresso a casa, a bordo do........

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