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Frágil

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22.09.2026

Tenho uma música na cabeça desde que acordei.

Apareceu no momento em que vi a notícia da morte de Jorge Palma.

“Frágil” abre o álbum Bairro do Amor, de 1989, e regressa no fim do disco, a enquadrar tudo o que existe pelo meio.

Vivemos um tempo que gosta pouco da fragilidade.

Valorizamos a resiliência, a capacidade de adaptação, a segurança, o controlo. Aprendemos a mostrar que estamos bem, mesmo quando não estamos. A vulnerabilidade tornou-se quase um paradoxo: queremos parecer autênticos, mas também queremos........

© Renascença