Frágil
Tenho uma música na cabeça desde que acordei.
Apareceu no momento em que vi a notícia da morte de Jorge Palma.
“Frágil” abre o álbum Bairro do Amor, de 1989, e regressa no fim do disco, a enquadrar tudo o que existe pelo meio.
Vivemos um tempo que gosta pouco da fragilidade.
Valorizamos a resiliência, a capacidade de adaptação, a segurança, o controlo. Aprendemos a mostrar que estamos bem, mesmo quando não estamos. A vulnerabilidade tornou-se quase um paradoxo: queremos parecer autênticos, mas também queremos........
