Me perdoe, eu nunca mais vou fazer isso
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Sempre penso em frases para encerrar um artigo. “Me perdoe, eu nunca mais vou fazer isso” é uma delas. E, com esta afirmação, deixo uma pergunta: quantas vezes uma sociedade pode dizer que aprendeu a mesma lição antes de admitir que talvez não tenha aprendido?
A era da tecnologia nos traz rapidamente aquilo que as eras anteriores, por meio do conhecimento e da informação, já estavam nos servindo em outro ritmo. Estamos cada vez mais cientes do que o racismo e a xenofobia produzem.
Temos a certeza de que a discriminação contra mulheres não é uma abstração e que a homofobia não é uma opinião inofensiva. Transformar alguém em estrangeiro, inferior ou indesejável por causa da sua origem, cor, sexo ou orientação sexual tem consequências concretas na vida das pessoas e nas sociedades.
Não é preciso confiar apenas na indignação de quem escreve, porque os números oficiais portugueses contam parte dessa história, assim como os percentuais do Brasil também são assustadores. Segundo o Atlas da Violência 2026, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, a taxa de homicídio entre negros é 170,3% superior à registrada entre não negros e, em 2024, as mulheres negras foram 67,5% das vítimas de homicídios de mulheres.
Quer........
