Não sejas Sovina
Fiz o percurso inverso da maioria dos portugueses, mudei-me da linha de Cascais, que, como tantas localidades, já começa a sofrer a erosão e as consequências do turismo desenfreado e da pressão migratória, e fui viver para Lisboa, Avenidas Novas, como se chamam agora, ou, para um lisboeta que se preze, para o bairro de São Sebastião da Pedreira, paredes meias com a Fundação Gulbenkian. É de facto uma zona onde se cruza uma verdadeira miscelânea de raças, credos e culturas, numa heterogeneidade que, apesar dos desafios, considero salutar.
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Na minha rua, onde com alguma dificuldade já se ouve falar português, abriu entretanto um pequeno café bistro, com esplanada aberta para a rua, ao mais belo estilo parisiense, nome e tudo, proprietários estrangeiros e onde o inglês é quase sempre a língua dominante. Rapidamente se tornou o spot habitual de várias nacionalidades. Ingenuamente, e imbuído do espírito........
