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O Andy não é “legit”

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30.06.2026

“Legit”: calão característico das escolas do sul de Londres, e quem diz escolas diz os alunos, mais precisamente os meus alunos, céleres e perspicazes em identificar algo como “legit”, ergo legítimo, verdadeiro e honesto.

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O oposto é “fake”, falso, uma cópia ou então um produto de contrafacção.

Se este léxico corresponde, por norma, às roupas e apetrechos usados e exibidos pelos catraios no dia a dia, o mesmo é aplicável a Andy Burnham, “aka” (“also known as”) Andy.

Isto porque na eventualidade de Andy Burnham entrar em Downing Street sem uma eleição geral, fá-lo-á pela porta constitucional e pela janela política.

Se a lei assim o permite, já o mandato popular não.

Os ingleses votaram num partido, dir-me-ão. É verdade. Mas também votaram num rosto, numa voz, numa promessa........

© PÚBLICO