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Cotrim: a vítima de uma acusação politicamente útil

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Há momentos em que o silêncio é cumplicidade.
E há outros em que o ruído é obsceno.
O que se passa neste caso não pode ser analisado apenas à luz do “acreditar sempre” ou do “negar sempre”.
Essas fórmulas morais prontas são confortáveis, mas são também intelectualmente preguiçosas e politicamente perigosas. Aqui, o problema maior não é apenas o que é dito — é quando, como e para quê.

O timing não é um detalhe técnico.
É a essência da operação. A acusação surge no exato momento em que produz o máximo dano possível, com o mínimo de contraditório possível. Não quando havia dependência hierárquica. Não quando existia risco pessoal real. Surge quando a exposição mediática transforma uma suspeita numa sentença informal. Isto não é justiça — é estratégia.

E quem recusa ver isso não está a proteger mulheres: está a infantilizar o espaço........

© Observador