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Paixão pela Educação. E pela Matemática, quem se apaixonou?

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30.07.2026

Durante anos ouvimos sucessivos governos e responsáveis políticos defenderem, com enorme convicção, a necessidade de colocar a “Paixão pela Educação” no centro da estratégia nacional. A expressão era bonita. Mobilizadora. Quase poética.

O problema é que a paixão, quando não é acompanhada de exigência, transforma-se facilmente em facilitismo.

Os resultados dos exames nacionais do 9.º ano, conhecidos esta semana, deviam fazer-nos parar para pensar. Mais da metade dos alunos tiveram nota negativa em Matemática, e a média nacional ficou em 49%. Não estamos perante um acidente estatístico. Estamos perante o resultado acumulado de muitos anos de opções educativas que privilegiaram a redução da dificuldade, a menor exigência, a cultura da aprovação e a ideia de que proteger os alunos era, muitas vezes, exigir-lhes menos.

O problema é que a matemática não se deixa convencer por discursos políticos.

Há dias vivi um episódio tão simples quanto revelador.

Num café, a conta era de 3,85 euros. A minha mulher entregou uma nota de 5 euros. A jovem........

© Observador