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Transactivismo: Vidas arruinadas

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10.11.2025

Vidas arruinadas. Corpos mutilados. Relatos difíceis de ler, imagens chocantes e dolorosas. Ao ler, ver e ouvir os testemunhos desses rapazes e raparigas que se submeteram a uma transição de género antes de se arrependerem e voltarem atrás, sou assaltada por várias perguntas: Como é que isto foi possível? Como é que uma ideologia tão perversa, que leva à mutilação de partes saudáveis do corpo de miúdos, que ainda não têm o córtex pré-frontal [região do cérebro responsável pelas funções executivas, como a tomada de decisões de longo prazo, planeamento, controle de impulsos e regulação emocional] plenamente desenvolvido, pode sequer existir? Como é que os governos legislaram no sentido de criminalizar pais e médicos que não afirmem imediatamente a autodeterminação de género de crianças, que mais tarde se podem arrepender amargamente? Que forças são essas, que, no Ocidente, levam tantos miúdos a orientar a sua vida numa direcção tão enganadora, perigosa e castradora?

Sentir mal-estar com o próprio corpo na adolescência é algo que sempre aconteceu e que, maior parte das vezes, requer ouvidos atentos, atenção e cuidado, atitude de bom-senso que a tempestade “trans” veio varrer.

Agora, basta uma simples consulta com um psiquiatra “afirmativo de género” para, em dez minutos, ter um filho diagnosticado com “disforia de género” e ser confrontado com a pergunta: “prefere um filho morto, ou uma filha viva?» E, claro, qual é o pai ou a mãe que quer ser responsável pela morte do seu filho? O que se segue é rapidíssimo e apanha toda a gente de surpresa, a começar pelos próprios pais. A rede de transactivistas (desculpe, de profissionais de saúde) está formada e o protocolo está definido: transição social (mudança de nome e de sexo no registo civil), bloqueadores da puberdade, injeções de hormonas de sexo cruzado (testosterona para as raparigas, estrogénio para os rapazes) e,........

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