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O Silêncio dos Bons 

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15.12.2025

Entre os ruídos, posturas exacerbadas e a crescente opacidade, o debate  político português carece – e sofre – do silêncio dos Bons, ou seja, dos  notáveis perdidos nos seus escritos, afastados da vida pública por saturação  ou por desencanto.

Vivemos num período de profunda confusão política que não tem origem nos  irresolúveis problemas de Estado, mas da exacerbação psicológica dos seus  atores, ora próximos da loucura freudiana, ora entregues a um imobilismo  intelectual que paralisa qualquer gesto de grandeza.

É neste vaivém entre o delírio e a paralisia que me interrogo: onde está a voz  dos Bons?

As eleições presidenciais deveriam corresponder a momentos de reavaliação  moral, de reencontro com os Príncipes da Política – aqueles cujo mérito e  grandeza atestam a capacidade de Chefiar uma Nação. Contudo e  especialmente as presentes eleições, servem sobretudo para expor o declínio  moral, político e cultural da nossa Sociedade.

Os fundadores de regime, os Príncipes Fundacionais, envelheceram e, por  razões partidárias, sociais e históricas, as possibilidades de renovação  principescas........

© Observador