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Entre a desinformação e a liberdade: um apelo à razão

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06.01.2026

Em política, quase sempre valeu tudo. Mas é necessário reconhecer que, nos últimos tempos, a desinformação, o contorcionismo discursivo e a baixa política passaram a pautar, de forma preocupante, a opinião pública de algumas pessoas com responsabilidades políticas, e não só, no panorama português.

De forma quase corriqueira, as fake news entraram no quotidiano da política. E convenhamos: os extremos, sejam eles de esquerda ou de direita, tornaram-se hoje alguns dos principais veículos da desinformação, da baixa política e de uma profunda desonestidade intelectual. De forma sobranceira, emitem opiniões assentes em crenças, inverdades e em poucas ou nenhumas bases factuais, substituindo o debate racional pelo apelo emocional e pela caricatura do adversário.

Quando afirmo que os extremos são responsáveis pela desinformação, não me refiro apenas a um traço comum difuso. Refiro-me, sobretudo, a uma matriz discursiva partilhada: o recurso sistemático à divisão social como instrumento político. Façamos um exercício simples e revelador: Se pegarmos em muitas das afirmações que a Extrema Direita dirige a minorias ou a determinados grupos sociais e substituirmos o sujeito por “ricos”, “patrões” ou “grupos económicos”, obtemos, quase palavra por palavra, o discurso típico da extrema-esquerda. Muda o alvo,........

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