Milei liberal nas finanças, inquisidor na cultura
Javier Milei chegou ao poder com a promessa de destruir o Estado parasitário. No artigo anterior analisámos os resultados económicos iniciais: défice zero, inflação a cair, peso a estabilizar. Desta vez, olhamos para outro lado da sua revolução: a frente cultural. E nem tudo bate certo com o liberalismo que diz defender.
Comecemos pelas boas notícias para quem acredita na liberdade individual.
Desligar a cultura da torneira estatal é um gesto liberal
Logo nos primeiros meses, Milei eliminou os subsídios discricionários a produtores culturais e revogou a quota de exibição de filmes nacionais nas salas de cinema. O critério deixou de ser ideológico ou político. Passou a ser o mercado. Quem quiser criar, que convença o público. Quem quiser financiamento, que o mereça, não que o receba por alinhamento.
A cultura não precisa de tutores. Precisa de audiência
Também no plano institucional, Milei avançou com a fusão de vários ministérios e fundações culturais sob o novo “Ministério do Capital Humano”. A crítica é previsível: cortes. Mas a lógica foi coerente com o........
