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Uma odisseia de verão

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05.09.2026

Um estranho filme de verão

Sempre houve uma tradição de filmes de verão. Costumavam ser comédias leves ou filmes de ação ou terror exóticos, com bikinis e palmeiras e mar de Tubarão até ao Mamma Mia! O filme mais falado e visto deste verão foi a Odisseia de Christopher Nolan, que pode ser muita coisa, mas leve não é uma delas. Se fosse mais próximo do original grego antigo até funcionaria melhor no registo tradicional dos filmes de ação de verão: uma viagem pelo Mediterrâneo cheia de acidentes e incidentes, naufrágios e ilhas paradisíacas, ninfas, feiticeiras e monstros, muita ação, algum terror e um final feliz.

Se calhar já estão fartos do tema, mas nunca é de mais falarmos da Odisseia. É verdade que o filme de Nolan está longe do nível dessa obra fundadora da nossa civilização, uma história que tem continuado a alimentar a nossa imaginação coletiva há mais de 2,500 anos. É um filme demasiado previsível do vista cinematográfico e sobretudo de uma releitura em linha com a maçadora ortodoxia política e moralmente correta do Hollywood do século XXI. Portanto, paralisado por culpas várias, envergonhado do sexo e aproveitando para exibir a diversidade racial da baixa de Los Angeles. Faz sentido uma atriz negra talentosa e bonita........

© Observador