menu_open Columnists
We use cookies to provide some features and experiences in QOSHE

More information  .  Close

Eu cá preferia a Marilyn, mas entende-se a opção trumpiana

3 1
29.12.2025

Muito se tem falado, desde que foi tornada público o novo plano estratégico de segurança dos EUA, sobre a oitocentista Doutrina Monroe, designação retirada do apelido do presidente que a proclamou em 1823, na qual se alertavam as potências europeias contra quaisquer intenções de intervenção no Hemisfério Ocidental. Agora, em 2025, tratar-se-á de uma sua revisão revista e atualizada em conformidade com os desígnios concebidos e fixados pela Administração Trump com vista ao futuro que mais interessará assegurar para o seu País, numa ótica económico-política gerada pela ideia que um dos seus ´bonés temáticos` fluentemente identifica: « Make America Great Again».

Esta orientação só aparentemente reflete a situação, supostamente negativa, em que os Estados-Unidos se encontram, já que, valha isso o que valha, os vários índices macro-económicos utilizados por regra para medir a grandeza relativa dos países, consagram sem exceção os USA como aquele que ainda ocupa o primeiro lugar entre os seus pares. Sem arriscar demasiado, estou em crer que os quase duzentos outros parceiros da dita comunidade internacional diriam sem hesitar que ser «pobre ou fraco» como ele, seria o seu mais profundo desejo.

Paralelamente, e nunca seria um líder como Donald Trump a desmenti-lo, os norte-americanos comungam de uma certeza quase dogmática, a saber, que foram divinamente abençoados com vista a desempenharem o muito exigente papel de luz que a todo o mundo ilumina, e por isso necessitam sempre de estar à altura de tamanhas responsabilidades, reciclando-se permanentemente nos seus fundamentos. A validar esta sua perceção, e em jeito de exemplo concreto, basta........

© Observador