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O homem que faliu o mundo

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01.10.2026

Talvez nenhuma outra crise económica ao longo da História tenha explicação mais simples. Não é um conjunto de factores, não requer uma longa exposição sobre os antecedentes, não é a tempestade perfeita. É um cenário totalmente lógico, previsível, com princípio, meio e, de uma forma ou de outra, algures, um fim. A crise económica global de que podemos estar à beira tem uma causa simples: Donald J. Trump. O Presidente da nação mais poderosa do mundo, que escolhe não ouvir ninguém a não ser ele mesmo e que decidiu, ao contrário do que o bom senso recomendou durante décadas a toda a espécie de líder político – bom, mau, péssimo – atacar um dos pontos mais delicados do planeta para o funcionamento da economia mundial.

Iam ser três a seis semanas, garantiu o homem que não ia mais meter os Estados Unidos em guerras; no fim, o Irão estaria livre para que o seu povo fizesse dele o que quisesse. Eis-nos sete meses depois, atolados num impasse sem fim à vista. O petróleo e o gás a subirem para valores fora de órbita, a fazerem disparar os custos da energia e, por arrasto, da produção de tudo, com os combustíveis e produtos alimentares no topo da lista, acelerados pelo estrangulamento da passagem de fertilizantes. Se, nos primeiros meses, foram valendo a exploração de bypasses alternativos à passagem do gás e do petróleo, a libertação de reservas de combustíveis ou a contenção........

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