Dos Açores a Maquiavel
E se eles invadirem os Açores?, perguntam agora a uma pessoa, ainda mal acabada de se espreguiçar para o Ano Novo. A realidade tem o costume de se impor, mas este ano abusou: os desejos de paz esfumaram-se ao fim de 48 horas mal contadas. 2026 é um carro que se acabou de tirar do stand e bateu à primeira curva.
Bom, dizemos, como se não nos tivéssemos preparado para outra coisa desde crianças, verdade que a ilha Terceira é um pouco mais pequena do que a Gronelândia (5415 vezes mais pequena, para ser exacto – praticamente só especialistas em geografia dariam pela diferença), mas temos mais ou menos a mesma população. Notem a vantagem: muito menos metros quadrados para proteger por cabeça e sotaques às vezes mais difíceis de entender que o próprio esquimó – um trunfo sem preço na hora de trocar tácticas de guerra em linguagem de código. Mas, convenhamos, a mera tentativa não nos vem a calhar. Fizemos outros planos para o Ano Novo e é coisa para assustar as vacas (ainda me põem as bichas a dar leite esquisito, sem lactose. De espelta ou assim).
Todavia, é curioso que se tenha de pôr as coisas nestes termos para que alguém perceba o que acaba de acontecer, tão mal vão as nossas noções de........
