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A tempestade

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06.02.2026

Parece que vivemos tempos de apocalipse. A caravana de intempéries evoca um Portugal de joelhos. Prefiro o substantivo intempérie ao de depressão ou ao de tempestade: o primeiro porque acrescenta mortificação a um estado geral já de si deprimente; o segundo porque banaliza o fenómeno. Aliás, o apregoar incessante de dezenas de tempestades, devidamente baptizadas e sem repercussões de monta, resultou na indiferença e incredulidade gerais aquando do anúncio da lancinante “Kristin”.

Portugal evidenciou, “ad nauseam” que não está preparado para catástrofes. Não existe planeamento, treino, nem estruturas que funcionem de forma articulada em estados de emergência. Invariavelmente, torna-se necessário nomear comissões independentes ou figuras providenciais para transmitir uma ilusória esperança de eficácia no meio do caos.

Nada de mais errado. Devia existir uma estrutura única, um........

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