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INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL, INTEGRIDADE E ESTADO

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31.12.2025

A inteligência artificial está a marcar a agenda estrutural estratégica do funcionamento do Estado português. Ultrapassámos já o ponto das experiências pontuais ou dos projetos-piloto, e caminhamos firmemente para a utilização de sistemas de análise de grandes quantidades de dados, de identificação de riscos ou de priorização de decisões administrativas, tudo isto a influenciar indelevelmente o modo como os recursos públicos são geridos. A narrativa dominante apresenta esta transformação como inevitável e, sobretudo, benéfica – o que não duvidamos. Mas há uma questão que, neste contexto, não se quer calar: quem governa a inteligência artificial quando ela passa a moldar a ação do Estado?

Assistimos à generalização de discursos tecno-otimistas sobre a utilização da tecnologia. Convirá, no entanto, não esquecer que a fraude e a corrupção não são consequências de meros défices de informação ou de falhas na capacidade técnica das organizações. São fenómenos institucionais,........

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