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‘Assim ficam os Polícias’

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22.03.2025

Escrevemos este texto com mais uma infeliz memória, a de ter visto mais um camarada nosso, pertencente a esta singular família azul Polícia, partir, deixando destroçados todos os que o conheciam, mas também todos os que partilham com ele esta nobre missão de entregar a sua vida à causa pública. É mais um que se junta a tantos outros, lembrados por Nós, esquecidos por quem continua a olhar com miopia para o presente e futuro das Forças de Segurança, e em particular da PSP.

Curioso que a palavra segurança aparece uma média de 82 vezes ao longo dos 8 programas eleitorais referentes às anteriores eleições legislativas, expressando bem a ampla importância que tem em quase todos os setores estratégicos do Estado. Fala-se em segurança pública, mas fala-se também em segurança escolar, em segurança na saúde, em segurança energética, em segurança laboral, em segurança no desporto, em segurança rodoviária, em segurança florestal, em segurança nas fronteiras, em cibersegurança, entre muitos outros que poderíamos aqui elencar. Mas, no meio deste caldo polissémico, qual é o denominar comum? É que a Polícia é o principal precursor e guardião de todas elas, com mais intervenção numas que noutras, mas indiscutivelmente o ator chave para que tenhamos um clima de segurança globalmente favorável à nossa manifestação de liberdade. E é tendo por base esta realidade que há muito se devia ter consolidado um verdadeiro conceito estratégico de segurança interna alinhado com os desafios tremendos que a Europa, e Portugal em particular, está e irá enfrentar, devendo ser pensado [como infelizmente não está a ser] em estreita articulação com o conceito........

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