Quando o talento passa a ser também geopolítica
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O relatório Chief People Officers’ Outlook, do World Economic Forum de maio de 2026, mostra uma mudança clara: a gestão de pessoas deixou de ser apenas uma função interna das empresas. Passou a estar no centro da tecnologia, da geopolítica, da competitividade e da própria resiliência das economias.
A leitura é simples. A questão central já não é apenas haver mais ou menos talento disponível. É haver talento certo, no lugar certo, com as competências certas e no tempo certo. Metade dos Chief People Officers inquiridos espera maior disponibilidade de talento nos próximos 12 meses, mas 30% antecipam condições piores. A criação líquida de emprego também surge dividida: há otimismo, mas também forte apreensão. O ponto crítico é o “matching”: a capacidade de ligar pessoas, competências e necessidades reais........
