Autópsia política
Por vezes, na ânsia de acelerar procedimentos e “mostrar trabalho”, atropelam-se passos vitais para a melhoria das políticas públicas. Entre plataformas inoperacionais para estudantes (e não só) e insultos à dignidade das autonomias regionais, o tema do “novo” subsídio social de mobilidade (SSM) culminou esta semana na Assembleia da República.
Quando a 23 de dezembro foram enviadas as respectivas portarias para pronúncia dos órgãos próprios das regiões autónomas, ficou-se a saber da condicionalidade de atribuição do SSM a quem não tem dívidas à AT ou à Segurança Social. Miguel Albuquerque e Eduardo Jesus deram garantias que as portarias finais não teriam estas exigências. Garantias essas que não foram cumpridas, o que originou a apreciação parlamentar do decreto-lei na Assembleia da República a 18 de fevereiro. Aí aprovou-se as necessárias alterações, apesar do voto contra da AD e apesar do vexame aos deputados social-democratas das ilhas.
Sei bem o que significa votar de forma isolada e/ou diferente da vasta maioria de um........
