A nova fronteira do crédito privado
No primeiro semestre, o crédito privado brasileiro viveu uma espécie de “teste de estresse”, com o início do conflito entre Estados Unidos e Irã e eventos corporativos na cena local.
No mercado secundário de debêntures, a busca por liquidez provocou oscilações nos preços, que foram rapidamente absorvidas. Na sequência, os spreads se normalizaram.
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Quando muitos investidores correm para a mesma porta de saída, o mercado secundário demonstra ainda mais a sua relevância. A possibilidade de negociar ativos com eficiência e formar preços de maneira transparente – como temos observado no Brasil – reforça a solidez desse ambiente.
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Os avanços recentes nesse sentido foram enormes. Um exemplo: nunca houve tantas negociações de debêntures no mercado secundário entre janeiro e julho como neste ano.
As operações somaram R$ 580 bilhões, quase três vezes o que o mercado captou emitindo novas debêntures no primário e 17% mais do que o volume de negociação do mesmo período de 2025.
Os números também mostram que a renda fixa privada se tornou o principal motor de financiamento da economia real no mercado de capitais. Com debêntures, CRIs (Certificados de Recebíveis Imobiliários), CRAs (Certificados de Recebíveis do Agronegócio), FIDCs (Fundos de Investimento em........
