O dia em que Lula perdeu o debate
Minha República ficava numa pracinha repleta de ipês. Quando acordei e abri a janela, naquela manhã de quinta-feira, notei que os ipês haviam florescido durante a madrugada. Havia mais do que beleza: havia algo de doloroso e quase assustador no contraste das flores amarelas com o céu luminoso de Londrina.
Receba um e-mail do Briguet: Inscreva-se grátis na Newsletter do Paulo Briguet e ganhe uma crônica exclusiva por e-mail todas as semanas.
Dias antes, Ana havia dito que nada de mau poderia acontecer onde houvesse flores amarelas. Mas aquela floração dos ipês me provocava um estranho medo, que vinha se somar à minha coleção de fantasmas. Isso porque estávamos em dezembro, e os ipês amarelos costumam florir entre julho e agosto. Qual seria a causa de um tal comportamento extravagante da natureza? Eu não podia dizer que era vontade de Deus, pois não acreditava em Deus.
No mesmo dia em que Ana falou sobre as flores amarelas, um muro havia sido derrubado no outro........
