menu_open Columnists
We use cookies to provide some features and experiences in QOSHE

More information  .  Close

Pressão de Toffoli sobre BC expõe fraqueza do STF e cria riscos financeiros

6 1
31.12.2025

Dias Toffoli sentiu o baque. Depois de armar uma acareação juridicamente impossível, marcada em pleno recesso do Judiciário e sem qualquer pedido da Polícia Federal (PF) ou da Procuradoria-Geral da República (PGR), o ministro recuou, mas não totalmente. Toffoli converteu a acareação em depoimentos e devolveu à PF a condução da investigação, afirmando que caberia aos investigadores decidir, após os depoimentos, pela necessidade ou não de uma acareação. É mais um capítulo de um STF que age politicamente, e que, sob pressão, quando exposto à luz, recua deixando à mostra as suas próprias contradições.

Para entender o recuo, é preciso lembrar o absurdo original. A acareação, que estava marcada para a terça-feira, dia 30, colocaria frente a frente o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro; o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa; e o diretor de Fiscalização do Banco Central (BC), Ailton Aquino. Tudo isso sem que nenhum deles tivesse sido ouvido antes, o que torna o ato impossível do ponto de vista processual. A acareação serve para esclarecer contradições de depoimentos – e não havia depoimento nenhum. Ainda assim, Toffoli insistiu, marcou a diligência no dia 30 de dezembro e ignorou o pedido inicial da PGR para suspender a medida.

A medida de Toffoli foi interpretada como uma ação intimidatória contra o Banco Central. Só que a imprensa entrou em campo. As reportagens publicadas por Malu Gaspar, em O Globo, destacaram, sem rodeios, o “plano” que parecia estar por trás das decisões recentes do ministro: minar a credibilidade do BC, enfraquecer a liquidação do........

© Gazeta do Povo