O pesado jogo político por trás das investigações contra Lulinha
Uma reportagem publicada pelo Estadão nesta semana expôs um quadro que, em qualquer democracia minimamente funcional, provocaria imediata reação social e institucional. A Polícia Federal (PF) informou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que está investigando menções diretas, documentos e indícios envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, no escândalo bilionário do INSS. Não se trata de boato, insinuação ou ataque político: trata-se de material probatório reunido pela própria PF e descrito em relatório oficial.
As evidências levantadas até agora são graves e convergentes. O primeiro conjunto de provas vem do depoimento de Edson Claro, ex-sócio de Antônio Camilo Antunes, o chamado “Careca do INSS”. Segundo ele, Antônio afirmava reiteradamente que Lulinha seria seu sócio oculto em um projeto de cannabis medicinal, tendo participado de reuniões e recebido valores expressivos. O relato menciona repasses que somariam cerca de 25 milhões, além de pagamentos mensais de aproximadamente R$ 300 mil, descritos como uma “mesada”.
O segundo bloco de provas reforça o depoimento. A PF encontrou mensagens de WhatsApp nas quais o Careca do INSS ordena a um funcionário o pagamento de R$ 300 mil à empresa da empresária Roberta Luchsinger, que tem laços históricos com Lulinha e o petismo, afirmando que o dinheiro seria destinado ao “filho do rapaz”. Para os investigadores, a referência para Lulinha é clara. O valor coincide exatamente com a mesada descrita no depoimento anterior, o que cria um elo objetivo entre as duas fontes.
Confirmando os depoimentos, a Polícia Federal teria encontrado, segundo notícias na imprensa, cinco pagamentos sucessivos de R$ 300........
