Entre polos cristalizados, a política nas margens
Ungida pelo ex-presidente da República e pai, Jair Bolsonaro (PL), a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) ao Palácio do Planalto deixa aos três governadores presidenciáveis de oposição, que seguem na disputa, uma inglória tarefa. Com Flávio, o campo do eleitorado bolsonarista raiz está tomado: aproximadamente 12% do eleitorado é a tração inicial que, por gravidade, atrai boa parte do eleitorado da direita ultraconservadora e antipetista, que orbita o bolsonarismo e, hoje, é estimada em 21% do eleitorado.
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Aos três governadores presidenciáveis e de oposição que seguem na corrida ao Palácio do Planalto, há uma estreita faixa do eleitorado disponível, formada por uma parcela da direita antipetista e outra fatia do eleitorado do centro político, que não é nem lulista nem bolsonarista, ou seja, pode oscilar entre os campos políticos. Em seu conjunto, eleitores nem-nem somam cerca de um terço do eleitorado. Entre eles, atualmente, 42% aprovam o governo Lula, bom preditor de voto. Os dados da mais recente pesquisa Genial Quaest sugerem que, agregados os dois quinhões – a direita antipetista e os nem-nem –, os três governadores presidenciáveis arrancariam desse conjunto 18% das intenções de voto.
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