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Cidades-pêndulo que decidirão a eleição

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01.08.2026

Em 1904, a rígida geografia política americana, ainda dividida pela memória da Guerra Civil (1861-1865), registrava o persistente e estável voto no Partido Democrata na região do Sul Sólido (Solid South). Já o Nordeste e o Meio-Oeste industrial norte-americano eram redutos do Partido Republicano. Com tais resultados nas eleições presidenciais consolidados de véspera, a disputa nacional era decidida por uns poucos estados infiéis do Meio-Oeste, que oscilavam entre democratas e republicanos, em decorrência de situações específicas nos diferentes pleitos. Ao prospectar, nesses estados, as estimativas de resultados da disputa presidencial entre o republicano Theodore Roosevelt e o democrata Alton B. Parker, o jornal The Daily Tar Heel, da Carolina do Norte, cunhou pela primeira vez o termo “swing states” – estados que balançam ou simplesmente estados-pêndulo. A mídia nacional adotou. A expressão se disseminou e ganhou novo interesse na era da tecnopolítica, em que, mundo afora, as eleições presidenciais se tornam cada vez mais apertadas e de resultados dependentes do estreito nicho do eleitorado não polarizado.

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Eleitores em busca de governantes invisíveis

Assim como os pêndulos que oscilam pela mecânica da gravidade e da inércia, esse é o eleitor que, no caso brasileiro, pode votar em Lula (PT) ou em Flávio Bolsonaro (PL), na provável hipótese de que ambos se enfrentem no segundo turno. Mas em que cidades estão esses eleitores-pêndulo? Entre 2002 e 2022, 1.062 municípios brasileiros, dos quais 248 em Minas Gerais, oscilaram entre um pleito e outro na preferência por candidaturas presidenciais de esquerda e de........

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