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A chave do cofre e o cálculo da neutralidade

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12.03.2026

As pesquisas de intenção de voto cumprem uma função particular neste momento em que estão abertas as janelas de oportunidades para as migrações partidárias: ajudam os atores mais pragmáticos do que ideológicos a lançarem as suas apostas. Em cenário de incerteza, com o incumbente e o desafiante em situação de empate técnico – e o país dividido entre rejeições – para o União, o PP, o MDB e o PSD – que nesse contexto lança o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite – a melhor aposta é a neutralidade.

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Evitam se posicionar nacionalmente com Lula (PT) ou Flávio Bolsonaro (PL). Por um lado, isso significa que o tempo de antena dessas legendas não será destinado na disputa nacional a nenhum dos polos. Por outro lado, em cada estado, as lideranças partidárias estarão livres para, individualmente, fazer as escolhas políticas, segundo a conveniência local. Em alguns estados, apoiarão Lula; em outros, Flávio Bolsonaro. Irão se envolver nas campanhas e tomar lado, ali negociando pacotes de material de propaganda também com as campanhas aos governos dos estados. Mas são escolhas não amarradas a ideologias.

Partidos do centro e do Centrão têm, neste momento, um único objetivo: eleger deputados federais. Ter bancadas robustas na Câmara dos Deputados é mais importante do que eleger governadores e presidentes. Querem acesso aos recursos públicos. A distribuição do Fundo Partidário atingiu R$ 1,126 bilhão em 2025, um aumento de 2,4% em relação 2024, quando o montante chegou a R$ 1,099 bilhão.

A bolada destinada ao financiamento de partidos........

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