O inventário do tempo: uma prece para o amanhã
O ano de 2025 foi um mergulho profundo nas entranhas do que significa cuidar e existir. Se pudéssemos abrir a mochila que carregamos esse ano, encontraríamos nela muito mais do que livros escolares ou agendas de trabalho. Encontraríamos o peso invisível de escolhas difíceis, o luto por fases dos nossos filhos, que se esvaíram entre os dedos, e a exaustão de quem tentou equilibrar o mundo nas costas enquanto as redes sociais nos vendiam uma ditadura da felicidade impecável.
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Começamos janeiro tentando sobreviver à pressão por férias perfeitas, apenas para descobrir, logo ali em fevereiro, que a volta às aulas trazia consigo aquele misto amargo de alívio e culpa. Quantas vezes nos perguntamos se as telas não se tornaram o novo cigarro da nossa geração, tragando o tempo que deveríamos dedicar ao olho no olho? Educar tornou-se um exercício de paciência e renúncia, especialmente em um março no qual o trabalho mental feminino se revelou, mais uma vez, como o nó cego........
