Como está a sobrevivência das empresas brasileiras?
Abrir empresa no Brasil nunca foi tão fácil. Em poucos minutos, alguém sai da informalidade e passa a ter um CNPJ. Mas existe uma diferença importante entre abrir um negócio e conseguir mantê-lo vivo. É justamente nesse ponto que entra a análise da sobrevivência das empresas, que amplia o olhar além da abertura e permite entender quantas organizações conseguem, de fato, se sustentar ao longo do tempo.
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Ao comparar os períodos recentes (2020–2024 e 2021–2025), os dados mostram um cenário curioso: as taxas de sobrevivência permanecem relativamente estáveis. Ou seja, mesmo com mudanças no ambiente econômico, incluindo os efeitos pós-pandemia, o “jogo” da sobrevivência empresarial no Brasil continua funcionando de maneira muito parecida. Cerca de 72,2% dos pequenos negócios conseguem atravessar os primeiros dois anos de vida. Em termos simples, a cada dez empresas que abrem, aproximadamente sete continuam e três encerram suas atividades. Não é um resultado desprezível, mas também revela um nível relevante de fragilidade estrutural.
A comparação entre estudos sucessivos contribui para identificar tendências, permanências e eventuais mudanças no comportamento das empresas brasileiras. A análise considera empresas mercantis registradas no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ), abrangendo mais de 19,7 milhões de organizações no período de 2021 a 2025. O estudo inclui empresas ativas e baixadas, permitindo estimar o tempo de permanência no mercado.
Empreendedorismo Sênior: motivações, vantagens e estratégias na maturidade
Esse movimento ocorre em um contexto de forte crescimento da formalização, impulsionado principalmente pelo avanço do Microempreendedor Individual (MEI). Na prática, isso significa que mais brasileiros estão empreendendo, o que inclui desde quem começou a vender produtos pelas redes sociais até profissionais de natureza intelectual que passaram a atuar por conta própria. No........
