Lá no alto
O Alto Tâmega e Barroso (ATB) é um território de excelência ambiental, reconhecido como tal no PROT-Norte. A omnipresente orografia manifesta-se nas serras do Larouco, do Barroso e do Alvão, recortada por uma densa rede hidrográfica estruturada pelos rios Tâmega e Cávado e pelos seus afluentes — Beça, Terva e Rabagão.
É um território com perfume antigo, onde se preservam práticas e saberes ancestrais, reconhecidos na classificação do sistema agro‑silvo‑pastoril do Barroso como Património Agrícola Mundial da FAO. As entranhas das montanhas guardam nascentes singulares, conferindo à água um papel central, reforçado pelo termalismo, relevante durante a presença romana e novamente afirmado, sobretudo, na primeira metade do século XX. Água, bioprodutos, energia — hídrica, eólica e geotérmica —, turismo e uma emergente atividade industrial constituem hoje os pilares de uma estratégia de desenvolvimento que procura conciliar modernidade e sustentabilidade, num quadro de articulação entre os seis municípios.
O ensino superior tardou, mas a aposta na investigação e inovação tem vindo a manifestar-se de forma consistente e com impacto na economia — o Aquavalor é um excelente exemplo. O pulso cultural também ganha relevo: o Museu Nadir Afonso, em Chaves, e o Centro de Artes de Boticas assumem-se como espaços de referência; o Ecomuseu do Barroso e o Museu do Linho de Ribeira de Pena valorizam a identidade local; o Aquanatur Palace e festivais de diversa natureza atraem novos públicos e promovem uma progressiva miscigenação entre memória e contemporaneidade.
A paisagem destaca-se pela força e diversidade: impõe-se nos maciços graníticos do........
