A nova ordem internacional: negócios e força bruta
Tenho muitas dúvidas sobre as capacidades futebolísticas, e outras, do presidente Donald Trump, sobretudo agora que começou o Ano Novo com dois autogolos.
O primeiro autogolo foi a intervenção na Venezuela. Teve como resultado a deterioração da imagem internacional do seu país, e deu de bandeja pontos à Rússia e à China.
A reunião do Conselho de Segurança da ONU revelou a gravidade da aventura norte-americana na Venezuela. O secretário-geral, que por prudência não participou pessoalmente na reunião, fez ler uma declaração que sublinhava que a soberania, a independência política e a integridade territorial da Venezuela haviam sido violadas. Nessa comunicação referiu-se à operação militar norte-americana como sendo um “precedente perigoso”, o que pareceu estranho a vários governos e analistas, tendo em conta que a história do continente latino-americano está repleta de intervenções semelhantes - os historiadores da Universidade de Harvard fazem o inventário de mais de 40 ruturas extraconstitucionais organizadas com o apoio ou por instigação de Washington. A mais conhecida aconteceu em 1973, quando o presidente Salvador Allende do Chile foi assassinado graças à habilidade organizativa da CIA.
A grande diferença entre a intervenção militar de há dias e as anteriores reside no reconhecimento pelo presidente Trump que a atual visou a usurpação dos recursos petrolíferos do país agredido. As ingerências passadas........
