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“O mundo ao contrário”

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02.03.2026

Quando era mais novo, imaginava um mundo a caminhar para a harmonia entre os povos, fazendo da paz uma via para que todos os seres humanos, independentemente do seu sexo, género, orientação sexual, origem, cor de pele, crença religiosa ou opção política, pudessem nascer, crescer e desenvolver-se em paz. Acreditava que a marcha do progresso era linear e que a bondade acabaria por sair sempre vencedora. A última década tem sido bastante penalizadora para o meu optimismo estrutural. Os acontecimentos dos últimos meses tornaram ainda mais evi- dente que vivemos num mundo unipolar, totalmente dependente do poderio económico e militar dos Estados Unidos da América. Um mundo onde a benevolência da razão foi totalmente substituída pela maldade da força. Um mundo em que o Presidente dos Estados Unidos da América pode decidir matar líderes de outros países, depor regimes que não lhe são favoráveis, condenar povos inteiros à fome e à morte pelo isolamento comercial e estrangulamento económico, branquear crimes e genocídios praticados pelos seus........

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