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Grito pela equidade

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04.07.2026

Carlos Alves Moura — advogado, militante do movimento negro, primeiro presidente da Fundação Palmares (1988/90; 2000/02)

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Nas relações humanas, muitas vezes faltam esforços para superar estereótipos e posturas que submetem homens e mulheres à desvalorização da dignidade humana. Trata-se de um processo desumanizador que impede o crescimento, aniquila identidades e enfraquece a criatividade. Daí surgem dominações baseadas na negação do outro, um dos pilares do racismo: a negação da humanidade. A rejeição motivada pela etnia, pela cor da pele ou pela origem é um fator de exclusão e violência. O Brasil, em sua estrutura social e institucional, revela práticas racistas que discriminam a população negra. Por isso, é preciso gritar: Basta de racismo! Vamos superar o racismo!

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Africanos e africanas chegaram ao Brasil escravizados e formaram, por mais de 300 anos, a base da construção da nação brasileira. Entre os séculos 16 e 19, homens, mulheres e crianças sequestrados na África foram trazidos pelo macabro tráfico humano. Trouxeram consigo saudades de sua terra, de sua cultura e de suas........

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