Colecionadores de histórias
Em dezembro, completei quatro anos de jornal, dois como estagiária na Revista do Correio e a outra metade, já como repórter, na editoria de Cidades. Mesmo com os desafios típicos da profissão (e são muitos), é nessa caminhada que, dia após dia, sou atravessada por experiências transformadoras, das mais trágicas às mais sublimes. Cobrir notícias locais nos permite, com o tempo, tecer uma armadura difícil de avariar, principalmente diante de acontecimentos delicados ou absurdos. A sensibilidade, no entanto, deve ser uma constante.
Fique por dentro das notícias que importam para você!
Quando comecei a trabalhar em Cidades, fui avisada sobre alguns "rituais de passagem" tipicamente vividos por repórteres e estagiários da editoria. Esses ritos incluem coberturas factuais mais complexas, como crimes, acidentes graves e velórios. Normalmente, momentos como esses nos mostram a face mais sincera do sofrimento, acendendo, muitas vezes, um sentimento coletivo que clama por justiça e reparação. Como ser a mesma ao voltar de um sepultamento........
