República constrangida por ministro e banco
A democracia brasileira não pode ser defendida com uma mão e corroída com a outra. Esse é o ponto sensível — e explosivo — que emerge quando se cruzam três elementos: o colapso fraudulento do Banco Master, a atuação institucional do Alexandre de Moraes e as relações financeiras que orbitavam o núcleo familiar do ministro.
Reportagens recentes trouxeram à tona que a esposa de Moraes manteve contrato profissional com o Banco Master, em valores que, segundo as informações divulgadas, chegariam a R$ 3,6 milhões mensais. Trata-se de um dado que, por si só, já exige explicações públicas robustas, transparência documental e apuração independente. Não se fala aqui de vínculo lateral ou irrelevante, mas de cifras absolutamente fora do padrão médio do mercado jurídico........
