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Quem responde primeiro ao pedido de ajuda de seu filho?

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22.08.2026

Um adolescente fecha a porta do quarto, abre o celular e conta a um chatbot aquilo que não conseguiu dizer aos pais. A resposta chega imediatamente, sem pressa, censura aparente ou mudança de assunto. Para quem está angustiado, pouco importa que as palavras tenham sido selecionadas por cálculos estatísticos ou que a conversa alimente os bancos de dados de uma empresa. Naquele instante, o algoritmo encontrou dentro da casa um lugar que permanecia vazio.

Os números dão contornos precisos ao problema. Pesquisa do Pew Research Center, realizada entre 25 de setembro e 9 de outubro de 2025 com 1.458 adolescentes norte-americanos de 13 a 17 anos, constatou que 64% utilizavam chatbots de inteligência artificial. Cerca de três em cada dez recorriam a eles diariamente. Entre os entrevistados, 57% buscavam informações, 54% pediam ajuda nas tarefas escolares, 16% mantinham conversas casuais e 12% procuravam apoio emocional ou conselhos.

A mesma pesquisa ouviu os pais. Apenas 51% sabiam que seus filhos adolescentes utilizavam chatbots; 30% desconheciam se isso acontecia. Quatro em cada dez admitiram nunca ter conversado com os filhos sobre inteligência artificial. A diferença entre as respostas mostra que a tecnologia avançou pelos quartos e celulares enquanto boa parte das famílias ainda tentava entender o que estava acontecendo.

Entre 3 e 5 de junho de 2026, a Space42 Arena, em Abu Dhabi, recebeu a Terceira Conferência Internacional de Diálogo das Civilizações e Tolerância. Promovido pelo Emirates Scholar Center for Research and Studies e pela Abrahamic Family House, o encontro adotou como tema “O impacto das novas mídias e da inteligência artificial sobre a família e a comunidade”. Autoridades, acadêmicos, profissionais da comunicação, representantes religiosos e especialistas de vários países participaram das discussões.

Representantes bahá’ís participaram e moderaram painéis. Hatem El-Hady, representante do escritório da Comunidade Internacional Bahá’í no Cairo, reconheceu que a inteligência artificial e as novas mídias aproximam pessoas e difundem conhecimentos. Em seguida, estabeleceu o limite decisivo: nenhuma tecnologia produz sozinha confiança, sabedoria, pertencimento ou responsabilidade pelo próximo. Essas qualidades nascem de relações vividas e precisam ser exercitadas muito antes de aparecerem em discursos.

Vejo nessa advertência o centro........

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