Depois da contagem regressiva, a realidade
O Ano Novo começa, de fato, quando o barulho termina. Os fogos se apagam, as ruas esvaziam, as redes sociais silenciam aos poucos, e o país acorda com um cansaço que não cabe na ressaca. O dia 1º de janeiro é menos uma celebração do futuro e mais um retrato cru do presente: desigual, exausto e funcionando apesar de tudo.
Enquanto parte da população dorme até tarde, há um Brasil que nunca dormiu. Nos hospitais, plantões seguem cheios. Emergências recebem vítimas da virada: acidentes, excessos, violências que não entraram na contagem regressiva. Médicos, enfermeiros e técnicos atravessam a madrugada sem champagne, apenas com protocolos, decisões rápidas e corpos que não........
