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Quando a democracia resolve brigar consigo mesma

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19.02.2026

Quando Alexis de Tocqueville foi estudar a democracia americana no século XIX, ele não estava encantado com o experimento. Estava desconfiado. A Revolução Francesa tinha começado prometendo liberdade e terminou em terror. A pergunta dele era simples: como evitar que a democracia use as próprias regras para se sabotar?

Dois séculos depois, a pergunta continua atual — e barulhenta.

Tocqueville percebeu algo que até hoje incomoda: democracia não é sinônimo automático de liberdade. Ela pode proteger direitos, mas também pode esmagá-los. O perigo não é só um ditador clássico com tanques na rua. Às vezes, o risco nasce no voto, cresce na maioria e se apresenta como vontade popular.

Ele chamou isso de “tirania da maioria”. É quando a maioria deixa de ser um critério numérico e passa a se achar dona da verdade. Quem........

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