menu_open Columnists
We use cookies to provide some features and experiences in QOSHE

More information  .  Close

Juros: despesa VIP

35 0
03.03.2026

O mais recente Relatório sobre Estatísticas Fiscais do Banco Central, divulgado no final de fevereiro, traz a consolidação das informações relativas a este importante instrumento de política econômica do governo federal. De acordo com a Nota à Imprensa, pode-se perceber que, ao longo do mês de janeiro de 2026, foram transferidos do Orçamento da União valores equivalentes a R$ 64 bilhões para honrar os compromissos junto aos detentores de títulos da dívida pública brasileira. Esse é o total das despesas financeiras para o primeiro mês do novo ano, que se constitui em um montante relativo ao pagamento de juros que incide sobre o estoque de endividamento do Estado brasileiro.

Interessante observar que esse valor é 58% mais elevado do que os R$ 40 bilhões destinados à mesma rubrica ao longo de janeiro do ano passado. No entanto, como podem ocorrer variações mensais ao longo do exercício, é sempre mais interessante observar o movimento de tendência em um prazo um pouco mais longo. Assim, o que se percebe é que o total acumulado em 12 meses se mantém acima do patamar tragicamente simbólico de um trilhão de reais. Durante 2025, esse montante já tinha ultrapassado esse teto, alcançando R$ 1,007 trilhão. Se incluirmos os valores de janeiro passado, os 12 meses somam R$ 1,023 trilhão.

Juros seguem na faixa de R$ 1 trilhão

De acordo com o Boletim do Tesouro Nacional, esse valor de pagamento de juros representou 7% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2025. Uma loucura! Trata-se do maior dispêndio orçamentário por programa ou área de governo, mais elevado inclusive do que as necessidades de financiamento da previdência social, que ficaram em 2,5% do PIB. Esses dados demonstram que o déficit fiscal nominal do governo se manteve em uma média de 7,7% do PIB durante o primeiro triênio do terceiro mandato do presidente........

© Brasil 247