Faltas de Derrite na Comissão de Segurança Pública devem ser comemoradas
O deputado Guilherme Derrite (PP), prócer da truculência policial paulista, faltou a 22 das 26 sessões da Comissão de Segurança Pública da Câmara em 2026. Não nos parece, portanto, que a direita, por ele representada, ocupe-se de fato com o tema-centro das preocupações da população, a não ser em palanques e redes sociais. Candidato ao Senado a ser derrotado por Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB), como indicam as pesquisas, o braço direito de Tarcísio de Freitas nas ações contra o crime que só alcançam pobres e pretos consolida-se como uma figura ao mesmo tempo estridente e inoperante.
Vale analisar o belicoso personagem em duas etapas – primeiro, por seu papel no Parlamento, após se desligar da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo; segundo, por sua atuação enquanto titular da referida pasta.
Derrite assumiu o mandato de deputado para o qual fora eleito para relatar o PL Antifacção, num arranjo partidário. Seu projeto foi descaracterizado no Senado. A versão final, aprovada na Câmara, não contemplou a totalidade das modificações feitas pelos senadores e sofreu vetos do Presidente da República.
O projeto original de Guilherme Derrite retirava atribuições da Polícia Federal, inclusive a competência para cooperação internacional no combate a organizações criminosas estrangeiras. O mais gritante, contudo, foi a........
