Venezuela: dualidade, resistência e transição
A ação inédita ocorrida na madrugada de sábado (3) na América do Sul perpetrada pelo governo estadunidense que resultou no sequestro de um chefe de estado, Nicolás Maduro – e de sua esposa – é um divisor de águas. É uma ação imperial que rompe com qualquer vestígio dos ditames e anteparos legais do direito internacional e das próprias leis vigentes nos Estados Unidos. É o imperativo da força bruta – padrão adotado pelo governo imperialista e criminal de Donald Trump.
A operação político e militar contra a Venezuela, já sob a vigência da renovada doutrina de segurança nacional dos EUA – também conhecida como Doutrina Monroe 2.0 – é um ataque ao conjunto dos países da América Latina. É um recado político de força que remete para a tradução de um conhecido ditado popular: “Manda quem pode e obedece quem tem juízo”.
Neste sentido, os governos da região precisam adotar medidas de fortalecimento de seus mecanismos de defesa e segurança. Além da necessidade de uma maior, efetiva e sólida articulação continental para enfrentar a voracidade do império. É uma questão de sobrevivência dos estados nacionais dessa parte do mundo. Soberania nacional, na atualidade, é uma equação de força militar,........
