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A Globo e o debate eleitoral: tática ou estratégia?

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Por Marília Lomanto – Cinismo, escárnio, desrespeito? Ou tudo isso e mais, afronta evidente a regras que devem conduzir o debate democrático? Não se trata de “notícia requentada”, mas de refletir sobre o impacto do cancelamento do debate entre candidatos, pela Rede Globo, a mesma que costuma pensar que carrega o cetro da comunicação no país. Além disso, um alerta para a desfigurada rede de comunicação, versada em criar um clima de tensão contra determinado ato ou pessoa contra quem se indispõe e resolve desintegrar social e politicamente. 

O episódio propiciado pela emissora, construindo uma armadilha para o Presidente Lula, terminou em um fracasso histórico e no auto aprisionamento pela própria trapaça. O púlpito destinado a Luiz Inácio Lula da Silva se transformaria em um espaço indefeso, bombardeado por uma tropa sanguinolenta, ávida para se lambuzar nos supostos despojos de uma liderança que o mundo reverencia, mas que a mediocridade pequeno burguesa de nosso país insiste em negar. E uma das formas como expressou isso, foi abrindo espaço para um segundo turno de eleições. Daí, a expectativa de um debate entre os candidatos, mas com o golpe global desmascarado pela opinião pública e legalmente estancado pelo sistema de justiça.  

O debate cancelado não era apenas um diálogo para a disputa de narrativas entre candidatos sobre seus programas de governo, prática saudável quando a intencionalidade é a discussão democrática de propostas, mas o........

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