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O fim do mundo sem redenção

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23.05.2026

A humanidade vem se aproximando perigosamente das “fronteiras planetárias”, ou seja, os limites físicos além dos quais pode haver colapso total da capacidade de o planeta suportar as atividades humanas - J. R. McNeill, Something New Under the Sun

As teorias milenaristas religiosas — presentes no cristianismo, judaísmo, islamismo e outras tradições — enxergam o “fim do mundo” como parte de um plano divino. Em geral, anunciam um período de caos, guerras, fome ou decadência moral seguido de julgamento, salvação e renovação do mundo. O Apocalipse bíblico é o exemplo mais conhecido. Muitas correntes acreditam que os sofrimentos históricos seriam “sinais dos tempos”.

O milenarismo é a crença de que a história humana passará por uma transformação radical, geralmente culminando no fim do mundo e no estabelecimento de uma era de paz ou julgamento. Originárias de diferentes culturas e épocas, estas narrativas moldaram a forma como a humanidade encara a finitude dos tempos. Segue abaixo um pequeno resumo de algumas visões milenaristas.

A escatologia judaico-cristã é o estudo do fim dos tempos, a consumação final de tudo, segundo a concepção bíblica. A palavra “escatologia” é derivada de duas palavras gregas que significam: “último” e “estudo”. Trata-se, portanto, do estudo do destino último do ser humano, tal como é revelado na Bíblia, fonte primária de todos os estudos sobre a escatologia judaico-cristã. Baseada no Gênesis e nos Salmos, onde “um dia é como mil anos”, a Teoria do Dia do Milênio defende que a história durará 6 mil anos, seguidos por mil anos, o Milênio, de paz e o Reino de Deus na Terra.

Na cosmologia hindu, o tempo é cíclico e dividido em quatro Yugas, as eras. O fim de um grande ciclo, o Pralaya, ocorre quando o universo se dissolve por meio de dilúvios cataclísmicos e fogo, antes de ser recriado. Na mitologia nórdica, o Ragnarök é a batalha final dos deuses. A lenda prevê invernos rigorosos, a libertação de monstros, o escurecimento do sol e uma conflagração que destruirá o mundo, do qual emergirá uma nova terra verdejante. Já na cosmovisão Guarani, a Terra Sem Males, o mundo está fadado a sucessivas destruições por catástrofes, como fogo, trevas e dilúvio. Os deuses ou o “Jaguar Azul” um dia aniquilarão a humanidade, permitindo que os justos encontrem a mítica “Terra Sem........

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