Hoje as bombas foram na Venezuela. Amanhã podem ser no Brasil
Neste 3 de janeiro de 2026, Caracas, capital da Venezuela, foi alvo de um ataque criminoso segundo o direito internacional. Houve bombardeio do território, ataque a alvos civis, como um aeroporto comercial, com morte de inocentes e o sequestro do presidente Nicolás Maduro, chefe de Estado, com extradição ilegal para o território americano, sem rito ou processo legal. Quando a soberania de um país é violada desta forma, nenhum povo está seguro.
É ainda um ataque direto aos mecanismos internacionais de convivência diplomática entre as nações. Ao agir unilateralmente, ignorando tratados, organismos multilaterais e normas internacionais, os Estados Unidos se colocam como um tribunal militar internacional arbitrário, que acusa, julga, sequestra e pune países soberanos segundo seus interesses. Isso destrói qualquer noção de ordem internacional baseada em regras e substitui a convivência democrática entre nações pela força.
É também uma questão geopolítica, de dominação sobre sua área de influência neocolonial, que inclui o Brasil. Quem se preocupa com o Brasil, com a liberdade e com a soberania tem toda razão para repudiar e denunciar com força o que Trump acaba de fazer com a Venezuela. E é preciso dizer com clareza: não é um ataque apenas à Venezuela. É um ataque à América Latina. É um ataque a todos esses povos. Não é sobre as opiniões que temos sobre a Venezuela e seu governo, mas sim sobre perceber a forma como o patrimônio petrolífero e a soberania de um povo estão sendo disputados.
Sob acusações infundadas de narcoterrorismo, qualquer presidente que........
