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OTASP: uma aliança contra os EUA

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05.01.2026

Meses atrás, quando as ameaças de Donald Trump de recolonizar a América Latina pareciam a muitos analistas ser apenas mais uma de suas bravatas, escrevi um artigo no jornal online Tribuna da Imprensa, depois reproduzido em vários sites e blogs, um artigo sugerindo a criação pelos países sul-americanos da OTASP, ou seja, Organização do Tratado do Atlântico Sul e do Pacífico. Esta seria uma resposta à OTAN, reunindo numa aliança países não nuclearizados, como o Brasil, sob a proteção de China e Rússia, a fim de confrontar potências nucleares sob liderança dos Estados Unidos.

O artigo não foi levado a sério. No Governo brasileiro, aparentemente, não havia, e ainda não há uma única autoridade com visão estratégica para interpretar os vagidos de Trump como ameaças reais. O tarifaço, por exemplo, nos foi imposto de surpresa, como fato consumado. Não estávamos preparados para ele. Na área da Defesa a situação é muito mais grave porque não se trata de comércio, mas de sobrevivência do País como nação. Onde estão nossos estrategistas militares ou civis que parecem não ver a tempestade se armando no horizonte?

Como se viu na crise dos mísseis de 1963 entre a URSS e os EUA, a única forma de evitar a Terceira Guerra Mundial é o risco de que o mundo seja explodido num holocausto nuclear. A frota soviética já se mobilizava para o Atlântico, a fim de confrontar a americana, quando o presidente John Kennedy teve a prudência de aceitar um acordo secreto com os russos com o compromisso de que nenhum dos dois lados aparecesse como perdedor. O objetivo era salvar o mundo da guerra........

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