Caiu a máscara
A tênue nuvem de credibilidade que existia em torno de Jair Bolsonaro e de sua família simplesmente desapareceu diante das descobertas da Polícia Federal sobre as falcatruas do principal ministro do então presidente em suas relações com o banqueiro bandido do banco Master, Daniel Vorcaro. As provas colhidas pela PF são acachapantes. Não se tratava de um conluio de um banqueiro com um ministro qualquer. Tratava-se da compra do chefe da Casa Civil de um presidente, Ciro Nogueira, por R$ 500 mil mensais, para favorecer o banqueiro no Congresso e, provavelmente, junto ao próprio Presidente da República.
Era impossível Bolsonaro não saber do que estava acontecendo sob suas barbas no Planalto. Alguma satisfação seu chefe da Casa Civil tinha que lhe dar sobre nada menos do que três viagens ao exterior (Estados Unidos, França e Suíça), nenhuma das quais tinha relação com o interesse público. Na melhor das hipóteses, Ciro viajou de férias com Borcaro, que lhe pagou até a roupa de inverno na Suíça. Na pior, saiu do País para ter privacidade no tratamento de negócios escusos com o banqueiro,........
